
Para Alvaro Cezar Torres, o predomínio do livro eletrônico é uma tendência inevitável, para o qual livrarias devem estar preparadas
Alvaro Cezar Torres se considera um apaixonado por leitura, e um romântico quando se trata de livros. Por essa razão está, há 15 anos, no ramo de venda de obras literárias. Atualmente sua loja, a Verbo Livraria, é uma das principais do segmento em Ponta Grossa. Apesar de ser declaradamente um fã de livros, Alvaro acredita que sua livraria, assim como muitas outras, perde gradativamente o valor que tinha no passado.
“Na minha opinião, o comércio de livros mudou muito nesse tempo, mas mudou para pior”, diz ele, referindo-se à quantidade, mas também à qualidade dos produtos. “É complicado criticar, num universo tão amplo quanto da literatura, mas o fato é que antes a venda era mais boca-a-boca. Alguém gostava de um livro e recomendava para outras pessoas. Agora são mais os chamados block busters, livros normalmente vinculados aos filmes lançados no cinema. Tem o aspecto positivo, que o cinema puxa para a leitura; por outro lado, trata-se de uma prática mais consumista. Quer dizer, será que vai transformar minha vida ler ‘O Amanhecer’?”
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