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Entrevista

Publicado em 22 de Janeiro de 2012, às 06h00min | Autor: Sebastião Natalio

A infância e a adolescência no ginecologista

Há 30 anos os primeiros ambulatórios começaram a atender a criança com consulta ginecológica. Antes era uma área que ficava dispersa entre o pediatra e o ginecologista

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Dra. Cristiane Schneckenberg - ginecologista

O atendimento infanto-juvenil na ginecologia é uma especialidade relativamente nova neste ramo da medicina. De 30 anos para cá é que alguns ambulatórios começaram a dar atenção para este público. Na infância, não é necessário realizar consulta ginecológica de rotina, mas em algumas situações que não conseguem ser avaliadas pelo pediatra, o atendimento deve ser feito pelo especialista da área. Na adolescência, a consulta de rotina começa a se tornar uma necessidade, principalmente para acompanhar a puberdade, como forma de orientar o adolescente sobre as mudanças corporais que começam a se verificar. Com este acesso sem restrições ao consultório do ginecologista, hoje até casais de adolescentes procuram o médico para buscar orientações sobre o início da vida sexual, o uso de preservativos e das pílulas anticoncepcionais. O Jornal da Manhã conversou com a doutora Cristiane Schneckenberg, especialista em adolescência e em ginecologia infanto puberal, que falou sobre as mudanças que ocorrem nesta área da medicina.

Jornal da Manhã - A partir de que idade se deve procurar o ginecologista e em que casos?
Dra. Cristiane Schneckenberg - Até uma recém-nascida pode fazer consulta, porque não é tão incomum que uma menina recém-nascida tenha algum sangramento ou que apresente um botão mamário. Isto por causa dos hormônios da mãe que ela recebeu quando estava no útero. Na infância não é necessário que a criança venha ao ginecologista como rotina. Ela só vai procurar mesmo quando a mãe perceber alguma situação que tenha a ver com a questão ginecológica. O mais comum na infância são os corrimentos, alterações na mama da criança, ou quando se percebe alguns sinais de puberdade, que seriam para aparecer após os dez, onze anos, como por exemplo, o aparecimento dos pelos, o desenvolvimento das mamas.

Leia a matéria na integra no JM impresso.
 



Comentários para esta notícia.


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  • Patrícia23/01/201208h55

    Ainda não existe uma seriedade no tratamento de adolescentes pela ginecologia, tudo é normal. Hoje como professora eu vejo minhas alunas faltando ou saindo no meio da aula por causa de cólicas. Lembro de mim, que com 14 anos sofria com isso, por um diagnostico tardio de endometriose não posso ter filhos, uma coisa simples que não me traria problemas, se tivesse sido tratado

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