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Jornalista de Ponta Grossa

Publicado em 01 de Fevereiro de 2012, às 03h00min | Autor: Da redação

Ex-professor de Jornalismo da UEPG morre atropelado em Curitiba

A notícia da morte do Victor Folquening, 39 anos, vítima de uma atropelamento na Avenida 7 de Setembro, no centro de Curitiba, na tarde desta terça-feira

Credito: Divulgação Credito: Divulgação

Victor Folquening, de 39 anos, foi atropelado por ônibus biarticulado em Curitiba

A notícia da morte do Victor Folquening, 39 anos, vítima de uma atropelamento na Avenida 7 de Setembro, no centro de Curitiba, na tarde desta terça-feira, dia 31, deixou jornalistas, professores, estudantes, profissionais e amigos das diversas áreas em estado de choque e luto.
Autor do livro “O Jornalismo é um humanismo” (Editora Pós-Escrito, 2002), resultado da dissertação de mestrado, realizado na UEPG sob orientação da professora Divanir Munhoz, Victor escreveu dezenas de artigos acadêmicos ou trabalhos científicos, apresentados em eventos da área de Comunicação Social no País.
Inquieto, sempre crítico e irreverente, Folquening realizou sua última palestra na UEPG em outubro de 2011, no Curso de Jornalismo, onde discutiu a experiência na edição de um projeto mídia regional a partir do jornal União.

Leia a matéria na integra no JM impresso.



Comentários para esta notícia.


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  • Rodrigo Czajka02/02/201208h31

    É ainda com certa incredulidade que esreve estas linhas. Victor, antes de jornalista e profissional da educação superior, foi um grande amigo com o qual compartilhei ideias e discussões desde 1996, quando ingressei no curso de História da UEPG. Guardo comigo até hoje o exemplar do primeiro tabloide cultural que ele produziu naquele, analisando o ambiente artístico de Ponta Grossa. Rimos muito ao elaborarmos as matérias, algumas com liguagem jocosa com a intenção de fazer um outro jornalismo - projeto que Victor acalentou até o fim. De pensamento arguto e sofisticado, ele era capaz de misturar num só parágrafo Miles Davis e smaba de roda, construindo novas compreensões acerca dos elos culturais que ligem diversas manifestações, num primeiro momento, antagônicas. Foi um jornalista que não pensava a partir das convenções midiáticas e ensino isso a todos os alunos que passaram por ele. Não digo que tinha um projeto racional perfeito para a comunicação social, tanto que ficamos bom tempo sem nos falar devido a uma resenha crítica que fiz ao seu livro "O jornalismo é um humanismo", publicado neste Jornal da Manhã. Mas nunca deixamos que desavenças intelectuais se sobrepusessem à viagem que empreendemos juntos através da universidade - seja como aluno e, mais tarde, como professor. Aprendi a ouvir jazz com ele em companhia de Bennett Macedo e Daniel de Oliveira Gomes. Mais tarde, cada um trilhou se caminho, mas sempre tendo um no outro - ainda que o outro sem saber - um exemplo a ser seguido. Victor, você deixará saudades, meu caro.

  • Denilson Pinto01/02/201218h17

    Morte triste, a imprensa do Paraná perdeu um grande profissional. Por coincidência, seu último post no twitter foi sobre morte: "... A jornalista @gabissiqueira foi a primeira a noticiar a morte do deputado Moacir Micheletto - antes de toda a imprensa e do próprio PMDB.16:55 - 30 Jan 12"

  • Marcelo Macedo (aluno)01/02/201216h11

    o professor vai deixar muitas saudades! Restaram as boas lembranças de seu jeito bem humorado, de suas aulas sempre descontraídas e suas piadas à cada sete minutos para não perdermos a atenção no assunto!

  • Patricia Helena Condulo Costa01/02/201214h21

    Lembrarei sempre das nossas risadas e conversas...Que fim tragico. Saudades.

  • Acir01/02/201213h53

    A prematura e inapropriada morte, de forma grosseira, do Professor Victor Folquining, tanto do plano pessoal, da figura humana que era, quando cultural, da sua capacidade intelectual, é perda irreparável à cultura paranaense e ao pensamento comunicacional. Conheci o jornalista nos seus tempos de acadêmico, através de do Dr. Rodrigo Czajka,hoje Professor Adjunto na UNESP, na época acadêmico de Filosofia da UFPR e Victor, concluindo seu TCC na UEPG. Fomos à casa de Victor na Bonifácio Vilela conversar sobre o Caderno Mais da Folha de São Paulo, objeto de suas preocupações acadêmicas, cuja coleção eu guardava. Posteriormente troquei algumas correspondências, com o então, redator de jornais e chefe de sucursal, sempre prudente, silencioso e comedido com minhas críticas e sugestões de pauta. Numa viagem a Curitiba, Rodrigo e eu fomos ao apartamento de Victor, em busca do livro "Jornalismo é humanismo?" cuja análise e crítica pretendíamos fazer, já que o conceito de humanismo causava-nos algum incômodo. Encontrei-me, pela última vez, com Folquening, no final de 2011, quando por intermédio do Dr. Sérgio Luiz Gadini, compunhámos uma Comissão Julgadora de algumas biografias selecionadas pela Secretaria de Cultura do Município. O encontro durou quase duas horas e serviu como presente a mim, de conversas que sempre deveria ter tido com o jornalista Victor Folquening. Explanou os bastidores das empresas jornalísticas, das redações, da produção da notícia. Na ocasião conversou longamente com o escritor Miguel Sanches Netto sobre as agruras de colunistas. No final da conversa empenhamos uma dívida que deveria ser mútua, ele e eu acertaríamos uma data para tomar alguma coisa em algum lugar da cidade, convite que, sendo de Victor, aceitei pensar. A impressão mais fundamental que me marcou aquele encontro, foi a humildade intelectual do professor universitário, em relação a mim e às concepções teóricas e políticas que sustento. De comum acordo, ele, a pessoa que mais argumentou cientificamente, autor das mais profundas análises dos trabalhos, Carolina Mainardes e eu aprovamos dois trabalhos, sem quaisquer dúvida quanto a forma e ao conteúdo. Minhas convicções teóricas em História me incomodavam com a validade de um dos trabalhos, feito sobre figura assaz simples de nossa cultura e serviço social. Arrisquei argumentar que deveríamos eleger também um trabalho que tratava de pessoas, em geral, não visíveis na historiografia erudita e mitológica da sociedade. Victor me olhou, demonstrando grande sensibilidade sociológica, apaixonado pela assunto, pluralista e encampou outros argumentos dando igualmente seu voto, que em seguida, foi aprovado por Carolina. Da sua grandeza intelectual, do gigantismo de seu conhecimento filosófico, se inclinava, afetuosa e generesoamente a um figura da cidade, sem maiores expressões, como o autor destas linhas e ao trabalho de uma senhora, que não seria considerado matéria de estudo em nossas acadêmias, embora fosse socialmente mais interessante que toda a classe política paranaense reunida.

  • Kelly Lima01/02/201212h07

    Amigo, mestre, meu orientador para a conclusão de curso de jornalismo. Minha dor e tristeza me faz refletir sobre momentos que passamos juntos, o quanto aprendi, escutei, questionei e o mais importante sorri. Sua ironia e sabedoria me fez crescer. Obrigada, meste! Saudades.

  • Adm. Cláudio Márcio Araújo da Gama (CRA-PR 200185)01/02/201211h41

    Victor foi meu colega de Comunicação Social da UEPG em 92. Fomos caras-pintadas e fizemos história junto com Benett, Aniela Almeida, Rodolpho Bürer, Dilmércio Daleffe e tantos outros. Nos últimos anos, devido à distância, eu estava mais para um admirador do que para um amigo próximo... Mas o legado ficou. Ou alguém tem dúvida que os caras-pintados voltam assim que necessário?

  • Marcos Bastos01/02/201208h42

    Ontem voltava do almoço e presenciei em partes esta tragédia, anteriormente um casal foi vitimado na mesma esquina e dias depois um motoqueiro, ai a brilhante ideia de colocar as grades limitando a travessia, na região tem um hospital e várias clinicas,é um trecho perigoso devido ao grande fluxo de pedestres, seria de grande interesse publico que os veículos trafegassem em menas velocidade..."O que realmente me deixa indignado é que o Professor estava em cima da faixa de pedestres".Porque o MOTORISTA do biarticulado não parou?

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