
O perrengue entre os deputados estaduais Marcelo Rangel (PPS) e Plauto Miró Guimarães (DEM) pelo apadrinhamento do governador Beto Richa (PSDB) para a disputa da Prefeitura de Ponta Grossa teve ontem mais um capítulo. Os três passaram a tarde de quinta-feira juntos, durante visita a Telêmaco Borba, para implantação do curso de Administração de Empresa, com ênfase em Comércio Exterior, no campus da UEPG no município. E o helicóptero oficial do governo acabou tornando-se o local escolhido pelo acaso para deixar, frente a frente, o governador e os dois deputados de Ponta Grossa que lhe dão sustentação na Assembléia Legislativa e, por este motivo, disputam o seu apoio na sucessão ao governo municipal.
Com a vista, da janela do helicóptero, das imensas florestas de Telêmaco Borba, e trancafiados no mesmo espaço, um olhando para a cara do outro, não teve jeito: o assunto “eleição para prefeito em Ponta Grossa” acabou entrando em pauta. O que se soube dessa conversa é que o governador foi bastante claro ao dizer que caberá a Plauto e a Marcelo decidir qual, entre os dois, será candidato a prefeito.
Beto teria dito que não admite a possibilidade de ficar neutro na eleição de Ponta Grossa, num eventual apoio ‘branco’ a qualquer de seus deputados governistas. Teria assinalado também que quem decidir permanecer na Assembléia terá seu amplo, total e irrestrito apoio político. Da mesma forma, Beto ainda teria dito que aquele que, consensualmente, for o candidato a prefeito apadrinhado pelo governador, contará com todo o poder de fogo de seu grupo político para decidir a eleição em Ponta Grossa ainda no primeiro turno.
E, de fato, se o governador conseguir a proeza de manter a sua base unida aqui na ‘Princesa dos Campos’, com Plauto e Marcelo no mesmo palanque, dará um golpe certeiro naqueles que decidirem ocupar as trincheiras da oposição.
Mas ainda que o dia de ontem tenha sido marcado por um estreitamento ou início de um diálogo entre os dois deputados governistas, afim de atender ao pedido de Beto Richa e acomodar interesses, falta ainda um outro nome neste enredo: o do prefeito Pedro Wosgrau Filho (PSDB). Há quem diga que um entendimento entre Plauto e Marcelo até seria possível. A resistência, porém, está em Wosgrau, que não admite a tese de aliança com a família Oliveira, ou seja, com o Marcelo e seu irmão, o deputado federal Sandro Alex, também do PPS.
Fora isso, existe ainda outro ‘senão’. Ontem, durante a conversa aérea, Marcelo teria dito ao governador que ele talvez até abriria mão da candidatura a prefeito, porém, se a vaga fosse ocupada por Sandro Alex. Isso mesmo, dentro do PPS essa é uma tese que vem sendo trabalhada há muito tempo e, apesar de encontra resistência na opinião pública, ainda não foi esquecida.
Ou seja, nesse caldeirão, com tantos ingredientes picantes, difícil imaginar que a receita do “consenso”, pregada pelo governador Beto Richa, dê certo. Entre Beto, Plauto e Marcelo existem Wosgrau e Sandro, sem falar do reitor João Carlos Gomes (PSDB) e tantos outros nomes.
Mas governador é governador. As cartas que ele possui na manga vão além da compreensão dos pobres mortais. Se o consenso entre os deputados governistas ocorrerá ou não, isso apenas o futuro pode responder. De qualquer forma, a conversa no helicóptero parece ter rendido pano para manga.
Aliás, só para finalizar, nesse lero-lero de ontem, Plauto teria feito um esclarecimento a Marcelo: explicou que a reunião ocorrida no dia anterior, no gabinete de Beto, com a presença do presidente da Acipg, Márcio Pauliki, foi agendada por Sandra Queiroz, que integra a diretoria da associação. Plauto teria sido chamado de última hora para acompanhá-los na reunião com o governador e ficado surpreso quando viu que Marcelo não estava presente ao encontro. Pauliki e Plauto juntos, com Beto, seria, portanto, um mero acaso, nada tendo a ver com as eleições municipais que se avizinham. Então tá!
Comentários para esta notícia.
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Sinto muito nojo dos políticos brasileiros.Eles entram pra essa carreira pensando apenas em si.
Pura fantasia nem helicóptero teve na visita de Beto a Telêmaco Borba. No maximo por aqui deve ter tido uma conversa de Buzão que foi o meio de transporte usado para o deslocamento das autoridades do Aeroporto até a Klabin.....
ve se isso é roupa de governador usar em solenidade pública. calça jens e tênis new balance. perdeu playboy
Q feio os nossos deputados cedendo tão facilmente aos caprichos desse governador nepotista. Quem tem que escolher o futuro prefeito de Ponta Grossa são os pontagrossensses, não o Beto Richa.
" as cartas que possue na manga fogem a compreensão de simples mortais " essa foi a maior perola do ano enfim compararam o Beto Richa a Deus, quanto tese de Wosgrau não é tese é a pratica e a real, como ele vai apoiar alguem que de familia ofendeu sua esposa Dona Maria Izabel, so se fosse loco e imoral, ingenuo É claro que se tiver candidato da ala vai apoiar os seus nunca adversarios ou ex-adversarios . Não vamos a tese vamos aos fatos a logica
Os políticos de PG não podem aceitar serem pau mandados do governador. É preciso coragem para agir por vontade própria.
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