
A Klabin, maior produtora e exportadora de papéis do Brasil, estuda a ampliação dos investimentos no Paraná em R$ 6 bilhões, com a construção de uma nova fábrica de celulose. No entanto, ainda não foi definida qual cidade vai receber a aplicação dos recursos por parte da empresa. Segundo prefeito de Telêmaco Borba e vice-presidente da Agência da Madeira, Eros Danilo Araújo, cidades dos Campos Gerais propuseram a divisão dos impostos para receber a empresa, proposta que ficou conhecida como ‘Partilha do ICMS’
A ideia ainda precisa ser aprovada pelo Governo do Paraná. Se isso acontecer, a divisão se dá da seguinte maneira. “A cidade sede fica com 50% do ICMS e o restante é dividido pelas outras cidades que vão repassar madeira para a produção da Klabin”. Segundo ele, esta iniciativa é importante para o desenvolvimento da região. “Isto já acontece no Rio Grande do Sul com sucesso”, sustenta.
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Se não tens aquário %u2013 tu és bicha! O boato plantado pela imprensa local e regional, a mando de não sei quem, me leva a lembrar da história gaúcha sobre o saber do que é lógica.... O letrado pergunta ao compadre matuto. Tu tens aquário em casa? %u2013 O compadre responde: tenho. - Então a lógica é que tu gostas de peixe. - Se tu gostas de peixe, a lógica é que tu goste de sereia. - Se tu gostas de sereia, a lógica é que tu gostes de mulher, pois a sereia é metade peixe metade mulher. - Se tu gostas de mulher, a lógica que tu és macho... entendeu? O matuto saiu e foi se mostrar a outro compadre, e já soltou essa perola: Vou te ensinar o que é lógica - Tu tens aquário em casa? - O outro respondeu. Não. - De bate pronto o compadre emendou. Então tu és bicha... Todo esse rodeio para entrar no que realmente nos interessa. As notícias da totalidade dos jornais regionais no último mês: Região se articula para receber fábrica de R$ 6 bi. Veja apenas uma das matérias: Muito embora a Klabin mantenha sob sigilo o nome da cidade que deverá receber um investimento de R$ 6 bilhões, os prefeitos dos Campos Gerais se articulam para receber os recursos do Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que será gerado pela nova fábrica. Eles estão encaminhando projeto de lei às Câmaras que prevê a partilha desse imposto. Fazem isso antecipadamente e aguardam uma definição da empresa para o início de 2012. De acordo com reportagem publicada pelo Jornal da Manhã, estuda-se um acordo entre a Klabin, o Governo do Paraná e Municípios que fazem parte da Agência de Desenvolvimento Regional da Cadeia Produtiva da Madeira para que haja a partilha de ICMS entre as cidades que fornecerão madeira para a linha de produção desta indústria. O objetivo é que 50% do ICMS gerado pela empresa sejam rateados entre os municípios fornecedores de matérias-primas. Excepcionalmente o ICMS fica com o município que recebe a fábrica. Esta iniciativa dos prefeitos abre a possibilidade de o imposto ser dividido entre as cidades envolvidas na cadeia de produção. A estratégia é excelente. Mesmo que a Klabin decida instalar a nova fábrica em Ortigueira ou Tibagi %u2013 as cidades preferidas %u2013 os demais municípios da Agência da Madeira (Cândido de Abreu, Congoinhas, Curiúva, Figueira, Imbaú, Ipiranga, Reserva, Rio Branco do Ivaí, São Jerônimo da Serra, Sapopema, Telêmaco Borba e Ventania - também serão beneficiados. E este mega-investimento vai ajudar no desenvolvimento social e econômico dessas pequenas cidades, muitas das quais com os piores Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Esse mega projeto da Klabin deve movimentar o setor florestal no Paraná. Especialistas apontam que, para uma capacidade de produção anual de 1,5 milhão de toneladas de celulose (1,35 milhão de toneladas de produção real), a empresa necessitaria de cerca de 300 mil hectares de florestas plantadas. É uma área equivalente a 10 vezes o tamanho de Ponta Grossa. Voltamos ao assunto: O %u201Cbom moço e bufão%u201D Eros Danilo Araújo, prefeito de Telêmaco Borba, quer fazer cortesia com o chapéu alheio. Não sei quem ele ou eles querem enganar com essa sandice. Vejamos o porque. Para realização de um projeto dessa envergadura, o primeiro requisito é a licença ambiental. Quanto tempo se leva para realizar um estudo de impacto ambiental e a conseqüente licença? A empresa que já tem toda estrutura administrativa e logística implantada em uma localidade, em nome do resultado/lucro não irá promover um desperdício dessa envergadura implantando uma nova estrutura administrativa em um raio de menos de 200 km. Se o projeto é para ter inicio já em 2012, somente esses dois motivos, inviabilizam qualquer iniciativa fora de Telêmaco Borba. As Câmaras de vereadores de qualquer município, além de Telêmaco Borba, estão nos seus direitos e realizando o seu papel, que é espernear. Já, o pessoal de Telêmaco Borba, tem que atender os interesses do município. Não poderiam vender seu único filão, por tão pouco. A participação popular nesse momento é indispensável e necessária. Vamos berrar e dar um basta aos entreguistas de plantão. A deixa é a seguinte: %u201CQue fique com a totalidade dos impostos o município que levar a fábrica!%u201D Ela, a fabrica, ficará em Telêmaco Borba. - Essa é a lógica...
Caro ELOIR, esse tema é de tal importancia e alcançe, que deveria ficar na pauta do jornal por período mais longo, abrindo oportunidade para manifestação das lideranças municípais. Existe uma proposta sendo estudada. Há outra proposta de que o município sede receba 40,0% do ICM e o remasnescente seja distribuido proporcionalmente entre os municípios que tenham área coberta com floresta que é materia prima que atenderá a empresa. Atenciosamente
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