
O ministro Guido Mantega (Fazenda) rebateu as acusações do presidente do PTB, Roberto Jefferson, e afirmou que não conhecia Luiz Felipe Denucci e que sua indicação para a chefia da Casa da Moeda foi feita pelo partido.
Explicação
“Em 2008, quando nós substituímos o presidente da Casa da Moeda, então o PTB fez indicações para a presidência dentro dos critérios que nós utilizamos, critérios de competência técnica para que posso ocupara esse cargo. Os primeiros nomes não foram aprovados, não foram aceitos e finalmente eles me trouxeram o currículo deste ex-presidente da Casa da Moeda que tinha um currículo adequado às missões da Casa da Moeda. Então eu aceitei a indicação. Foi feita pelo presidente do PTB em exercício, portanto, eu não conhecia essa pessoa”, disse Mantega em Brasília.
Paraísos
Jefferson afirmou que Denucci é um nome do ministro da Fazenda e o PTB fez um “favor” ao chancelar a indicação. Casa Civil e o PTB avisaram Mantega em agosto passado de que Denucci havia aberto “offshores” em paraísos fiscais que teriam movimentado U$ 25 milhões.
Não entra
Trataram especificamente do caso de São Paulo, uma praça em que há a perspectiva de um embate entre o petê Fernando Haddad, endossado por Lula, e o pemedebê Gabriel Chalita, apoiado por Temer. “Não vou entrar”, disse Dilma.
Estadista
Dilma empregou um vocábulo simbólico para traduzir o tipo de comportamento que tenciona adotar. Conforme relatou Temer a integrantes do seu grupo político, a presidente declarou que vai se portar como “estadista”.
PT dança
Se for assim, pior para o PT, que esperava exibir Dilma ao lado de Lula nos palanques de Haddad. Um desejo aguçado pelo Datafolha. O instituto atribuiu a Dilma taxa de aprovação de 59% no primeiro ano de gestão. Bateu o Lula do primeiro ano do segundo reinado: 50%.
Lado claro
OSTF optou por ficar do lado claro do mundo. Decidiu-se que o CNJ (Conselho Nacional de Justiça pode investigar juízes suspeitos de desvio de função e corrupção. Esse entendimento luminoso passou por um triz. As sombras perderam por seis votos contra cinco. Com isso, o CNJ pode tomar a iniciativa de levantar as togas escondidas sob o corporativismo.
Sessões públicas
Noutra decisão alvissareira, o Supremo manteve em pé trecho de resolução do CNJ que determina: as sessões de julgamento de juízes serão públicas. Sim, sim. Sessões abertas.
A ministra Cármen Lucia recordou: o Brasil vive sob democracia. Foram-se os tempos das “catacumbas”. O colega Ayres Britto recordou frase atribuída a um juiz americano.
Luz do sol
Chama-se Louis Brandeis (1856-1941). Disse o seguinte: “A luz do sol é o melhor dos desinfetantes.” Referia-se à necessidade de transparência no sistema financeiro. Mas vale para qualquer seara. Ao postar-se do lado claro, ainda que em votação espremida, o STF golpeou aquela ideia de que o Brasil está condenado ao pitoresco e à inviabilidade perpétua.
Ficou entendido que, quando o Supremo deixa, podemos ser a nação de mulatos inzoneiros de que fala a canção de Ari Barroso sem virar uma zona. Que venha o Carnaval.
Alfinetada
A blogueira cubana Yoani Sanchés alfinetou Dilma Rousseff. Na internet, sua trincheira preferencial, a antagonista da ditadura dos irmãos Castro contrapôs as verbas despejadas pelo Brasil em Cuba ao silêncio da presidente sobre as violações de direitos na ilha.
Frase
Numa frase, Yoani realçou o contraste no twitter: “Na rua alguns comentam que ‘Dilma veio a Cuba com a carteira aberta e os olhos fechados’.” É, faz sentido! Yoani tenta embarcar para o Brasil. Por ordem de Dilma, Brasília concedeu-lhe o visto de entrada. Mas Havana tem de autorizar a saída.
Enquete
Ela promoveu uma enquete na web. Perguntou: ‘Vocês crêem que me darão a permissão de saída na próxima sexta-feira? Manifestaram-se 672 pessoas. Prevaleceu o otimismo: para 56%, a autorização vai sair. Será?
Descrença
Yoani parece descrer: “Minha cela não está rodeada de concreto e metal, mas de água. Minha prisão é efêmera, ridícula, passageira. Algum dia conseguirei!”
Na surdina
Dilma Rousseff e Michel Temer conversaram reservadamente sobre eleições municipais. No encontro, a presidente disse ao vice que não cogita envolver-se nas eleições municipais nas cidades em que PT e PMDB estiverem em palanques opostos.
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