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Eloir Rodrigues

Publicado em 04 de Fevereiro de 2012, às 00h00min | Autor: Eloir Rodrigues - eloir@jmnews.com.br

A grande incógnita agora parece ser Marcelo Rangel

Pelo visto, Plauto já se definiu e se candidato a prefeito, apoiado por Beto Richa e Pedro Wosgrau. O empresário Márcio Pauliki também se mantém firme como candidato.

Algumas dúvidas acerca do cenário eleitoral de Ponta Grossa começam a desaparecer. Uma delas diz respeito ao apadrinhamento político do governador Beto Richa (PSDB). O tucano ainda não se manifestou publicamente. E nem deve fazer isso até meados de junho, quando serão oficializadas as candidaturas. Mas, nos bastidores, o coroamento da aliança PSDB/DEM nas próximas eleições municipais em Ponta Grossa já é dado como certo. Ou seja, Beto deve mesmo apoiar o seu o deputado Plauto Miró Guimarães (DEM) como candidato a prefeito, tendo o reitor João Carlos Gomes (PSDB) na vaga de vice. Tudo isso, claro, com as bênçãos do prefeito Pedro Wosgrau Filho, líder da tucanada local.
Se antes Plauto titubeava em ser candidato, hoje ele não mais vacila quando inquerido acerca de sua candidatura. Dentro de poucos dias, aliás, mais um indicativo desse cenário deve vir à tona. Para ser candidato a vice ou mesmo prefeito, o professor João Carlos precisa se desligar do cargo de reitor até o final deste mês. Não precisa ser bom de memória para lembrar que o reitor, ex-militante do PDT de Osmar Dias, foi guindado ao ninho tucano pelas mãos de Plauto e Wosgrau, tendo a ficha de filiação abonada por ninguém menos que o próprio governador. Garantias não faltam a João Carlos para deixar a reitoria e investir em seu futuro político. Se amanhã ou depois Plauto, por algum motivo, mudar de idéia, o tucano assumiria imediatamente a cabeça de chapa. Seria ele o candidato a prefeito. E, claro, com o apoio de Beto e Wosgrau.
Mas João Carlos deve mesmo deixar o cargo de reitor para ser vice de Plauto. Na política, toda aposta é de risco. Mas, considerando a hipótese de Plauto virar prefeito, daqui a dois anos João Carlos teria uma vaga garantida na Assembléia Legislativa. Seria o sucessor natural do deputado democrata. E no pior dos cenários, se nada do que está planejado der certo, sem dúvida alguma João Carlos seria conduzido pelo governador Beto Richa para um cargo de destaque na estrutura do governo do Estado.
Para Wosgrau, a candidatura de Plauto também vem a calhar. O prefeito tucano já teria dito ao próprio governador que até romperia os laços políticos com ele, caso a opção de Beto em Ponta Grossa fosse pela candidatura do deputado Marcelo Rangel (PPS) à prefeitura.
E por falar em Marcelo, qual seria o futuro do deputado caso Plauto seja realmente o candidato a prefeito apadrinhado pelo governador? Restaria ao deputado três opções: permanecer no grupo de Beto, subindo no palanque de Plauto; apoiar a candidatura de Márcio Pauliki (PDT) a prefeito; ou investir numa candidatura própria. As três opções são complicadas. O Palácio das Araucárias já colocou os emissários de plantão a campo para avisar que, sendo Plauto candidato a prefeito, o governador não admitiria, em hipótese alguma, uma aliança de Marcelo com Pauliki. Por um motivo óbvio: Pauliki é PDT, está ligado ao ex-senador Osmar Dias, que é funcionário da presidente Dilma em Brasília e, por consequência, é aliado do PT, que em 2014 fará de tudo para tomar o governo do Estado, contra à reeleição de Beto. Em Curitiba, por exemplo, o governador tucano desde já trava uma verdadeira guerra política contra a aliança de pedetistas e petistas que querem conduzir Gustavo Fruet (PDT) à prefeitura, contra o candidato Luciano Ducci (PSB), apadrinhado por Beto.
Ocorre, porém, que Marcelo Rangel tem um passado de forte ligação com Pauliki. Eles estiveram juntos nas eleições mais recentes para Executivo e Legislativo. Caso não seja candidato a prefeito, Marcelo teria um dever moral de apoiar Pauliki. Para isso, entretanto, teria que renunciar ao posto de deputado da bancada governista. Estaria, imediatamente, sendo conduzido à oposição.
Quanto à possibilidade de Marcelo ser candidato a prefeito, ela não pode ser ignorada. Mas é muito pequena, considerando o poderio político e econômico representado pelas eventuais candidaturas de Plauto, de um lado, e Pauliki de outro. Além disso, sendo candidato neste cenário, além de se retirar da bancada governista, Marcelo também estaria rompendo, de vez, os vínculos políticos com o empresário do Grupo MercadoMóveis. Situação complicada a de Marcelo. A não ser que o deputado esteja escondendo algum coelho na cartola...



Comentários para esta notícia.


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  • Seduli06/02/201207h23

    A Claudia deseja uma coisa um fato que me parece impossivel, como de fato seria bom se todas as forças politica se unissem em torno de projetos serios e visando o bem da Cidade e a toda a população, ma isso não existe nesse mundo de mortais, onde o interesse de poder, sobrepuja esse entendimento de bem governar o que for melhor, afinal nesse compreender cada um pensa de uma forma e vota segundo sua consciencia. assim é que as partes são adversas sempre na Politica e quando existe a composição de forças adversas, nem sempre esta em meta o interesse do Povo. Portanto ?

  • Seduli05/02/201211h01

    Temo que o comentarista Sandro Ferreira, esta equivocado, também porque depende exclusivamente da postura do Governante de Plantão e se dos seus atos a Cidade de Ponta Grossa esta sendo ou não beneficiada. Evidentemente sempre o Povo tem uma gratidão com quem Governa bem seja para o Municipio ou para o Estado . Então a analise e reflexão estara nesse caso com a População e nesse caso não existe cartas marcadas, e nem o meu ou desejo pessoal individual e sim da Coletividade a que lado maior pender

  • claudia05/02/201211h26

    Não acredito que o grupo de 2008 irá morrer na praia.Ponta Grossa está farta de ranso na politica! Que tal o governador se valer do explo do governo federal ,que mesmo de partido de oposição ao prefeito , libera milhões de reais p/ nossa cidade e lembrar -se de que foi eleito com milhares de pontagrossenses que querem MUDANÇA.Até entendo as questões partidárias , mas seria de bom senso deixá-la para um segundo turno. Não seria mais democrático?O que esse grupo politico que está no poder aqui em PG tem a esconder que não quer largar o osso de jeito nenhum?

  • Alexandre04/02/201215h31

    Sinceramente, essa coluna está a cada dia mais fora da realidade... Isso aqui parece filosofia... devaneios baseados em suposições do que o Beto Richa e o Wosgerau pensam da vida... Que suposição mais absurda colocar em disputa duas pessoas tão fracas de voto quanto o Plauto e o Pauliki... Parece que não sabem que a eleição é definida pelo voto...

  • Sandro Ferreira04/02/201215h31

    Sandro Alex em 2008 foi candidato contra tudo e contra todos, um azarão e novato, e quase ganhou a eleição. O elitorado de PG não vota necessariamente em quem o governador manda.

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