
Ponta Grossa recebe nesta terça-feira, mais uma vez, a visita do governador Beto Richa (PSDB). Ele chega à cidade por volta das 11 horas para assinatura do protocolo de intenções da Tetra Pak. O documento será assinado também pelo presidente da Tetra no Brasil, Paulo Nigro. Com esse ato, a Tetra Pak deflagra o processo de duplicação da fábrica em Ponta Grossa, num investimento total de mais de R$ 150 milhões e que permitirá a criação de 200 novos postos de trabalho no Município.
A presença do governador no evento não é por acaso. O governo do Estado teve uma participação decisiva nas conversações que resultam na confirmação desse novo investimento industrial em nossa cidade. Aliás, Ponta Grossa tem sido a cidade mais beneficiada pela retomada do diálogo do governo estadual com os investidores. O próprio governador Beto Richa sublinhou, durante sua visita à cidade no começo deste mês, por ocasião do lançamento da pedra fundamental da fábrica de caminhões da Paccar, que governa para todo o Estado do Paraná, mas que na área da industrialização Ponta Grossa assumiu o posto de grande privilegiada.
Beto falou da gratidão política que possui com a cidade e a região dos Campos Gerais. Destacou inclusive o apoio que seu pai, o ex-governador José Richa, sempre encontrou na região. Mas não deixou de frisar que, muito mais importante que a indicação do governo para que as novas indústrias decidam por Ponta Grossa na hora de fazer seus investimentos, são os diversos atrativos que a própria cidade oferecer.
De fato, a ‘Princesa dos Campos’ é a bola da vez no quesito industrial e atração de investimentos. Depois de Curitiba e Região Metropolitana, é o centro urbano mais próximo do Porto de Paranaguá. O movimento econômico de todo Estado passa, obrigatoriamente por Ponta Grossa, que além de tudo oferece mão-de-obra qualificada, rede de gás natural, excelente capacidade de fornecimento de energia elétrica, matéria-prima em abundância para os mais diversos segmentos produtivos, enfim, o ‘check list’ completo para quem busca oportunidade de bons negócios.
O apoio do governo do Estado, e o bom entrosamento político com o Município, também contribuem muito para esse momento de acelerada expansão industrial que, aliás, não se resume a Ponta Grossa. O Jornal da Manhã publicou reportagem domingo passado, mostrando que o PIB Industrial (conjunto de todas as riquezas produzidas pelo setor da indústria) deverá dobrar nos próximos cinco anos nos Campos Gerais, saltando dos atuais R$ 3,24 bilhões para R$ 6,5 bilhões.
A “mão” do governo Beto Richa foi decisiva para isso, porque foi graças ao diálogo com o Estado, que muitos investimentos que ficaram parados
durante o governo Roberto Requião (PMDB) agora são tirados da gaveta. Caso, por exemplo, dos investimentos bilionários envolvendo a Klabin, de Telêmaco Borba, e Norske Skog e a Arauco, de Jaguariaíva.
E voltando a Ponta Grossa, outros investimentos estão no forno e devem ser anunciados em breve. O próprio prefeito Pedro Wosgrau Filho (PSDB) aguarda apenas o sinal verde dos investidores para anunciar esses novos mega-investimento. Nesta semana, além da Tetra Pak, outro grande investimento, na ordem de R$ 60 milhões será anunciado pelo Grupo Hübner. Conforme o presidente do grupo, Nelson Hübner, revelou ao JM no último domingo, três novas plantas industriais serão instaladas aqui na cidade, com a geração de 500 empregos diretos e outros 2 mil indiretos.
O que a população ganha com tudo? Oportunidades. Mais indústrias significam mais empregos, geração de renda e divisas tributárias que aumentam o poder de fogo do poder público diante das diversas demandas de investimentos em obras e projetos sociais. Em outras palavras, a população de Ponta Grossa e dos Campos Gerais ganha mais qualidade de vida. Por tudo isso, a gratidão do governador Beto Richa com a região, certamente, é recíproca. As urnas sempre retratara isso.
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