
Neste final de semana de trabalho reuni-me com brasiguaios e parlamentares do Paraguai em Foz do Iguaçu. Os brasileiros que vivem no país vizinho manifestaram confiança em novos tempos de segurança e tranquilidade para o trabalho depois do impeachment do presidente Lugo. Confirmam o apoio popular à decisão do parlamento do país que se valeu da Constituição Nacional para adotar rito célere e afastar o presidente, que, sem controle da situação, possibilitava a desordem, especialmente no campo. Para eles, não fosse dessa forma o risco de novas tragédias com mortes seria a consequência. No sábado pela manhã estive reunido com a prefeita Sandra, de Ciudad del Este, Javier Zacarias, candidato à presidência que lidera as pesquisas, parlamentares e jornalistas. Por telefone falei com o presidente Federico Franco. Fui também para as ruas. Constatação fácil: a população sente-se aliviada. Reina a paz no país todo. Militares nos quartéis, estudantes nas escolas, trabalhadores no trabalho, ordem e tranquilidade nas ruas. Pode o governo brasileiro afrontar a soberania da nação vizinha? Ou o povo paraguaio não tem o direito de decidir sobre seu próprio destino?
Ao relatar viagem que fiz a Foz do Iguaçu e Ciudad Del Este, no Paraguai, para encontros com lideranças, parlamentares e brasiguaios, além de constatar que, naquele país, reina a paz e a tranquilidade, expus algumas das razões elencadas pelo Congresso que justificaram o rito célere no processo de impeachment de Fernando Lugo. 1- que nos quartéis ocorriam atos políticos de jovens paraguaios e estrangeiros, ligados a organizações de esquerda; 2- que as invasões de propriedades ocorriam com o apoio de forças públicas; 3- que havia visível insegurança pública, pois a população não possuía segurança jurídica; 4 – o protocolo de Ushuaia II, assinado por Lugo em Montevidéu, com clara lesão aos interesses paraguaios; 5 – o caso de Curuguati, com invasão de uma propriedade rural.
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