
Notamos o natural acirramento de debates entre diversos setores da sociedade. Política é isto, é interessar-se pelos destinos da coletividade e trabalhar em prol do bem social e, consequentemente, de cada um de nós que a praticamos. Faz política não apenas aquele que exerce o mandato, mas aquele que forma opinião, que debate, que faz parte de organizações, que cobra, que não se cala diante de injustiças. Politicagem já tem outra conotação, exala proteção a interesses escusos de poucos ou pessoais, ao arrepio da lei e contra os interesses da coletividade. Ambas as situações infelizmente convivem em nosso cenário e a sensação é de que a politicagem tem prevalecido. Cabe a cada um de nós a responsabilidade para a entrega de poderes a um mandatário, por isto o velho princípio “saber votar” é crucial para uma democracia saudável. O famoso jogo de interesses, troca de favores, corrupção, não depõem apenas contra o sistema, mas atingirá nossos filhos e netos, o futuro de todos. Aqui em matéria de democracia, ainda estamos engatinhando. As ferramentas para combater os maus políticos ainda estão longe de conseguir remediar. Não há, por exemplo, investimentos sérios para fortalecer o judiciário e ganham com a morosidade dos processos. Este ano nos venderão a idéia de aprovação de gestões, pesquisas de preferência por este ou aquele candidato, (eu, por exemplo, jamais fui entrevistado), tudo na intenção de manipulação das massas. Daqui por diante, quem quer ser reeleito, voltará a se lembrar do povo, colocará a máscara de simpático e abraçará a todos, depois de reeleito, esquece do povo e de seus deveres. Infelizmente ainda é assim. E estamos longes de países como a suíça, onde políticos só recebem de remuneração o mínimo e aquele reembolso necessário ao exercício do mandato. Aqui nos vendem a idéia que o Brasil está crescendo, que muitos saíram da pobreza. Mas eles, que fazem suas próprias leis, têm subsídios e verbas pessoais de toda ordem, corrigidas automaticamente e em valores infinitamente superiores aos verdadeiros donos do poder, que são os eleitores. O Brasil não está tão melhor assim. Isso não é verdade. Você comprar um veículo para pagar em cinco anos ou um imóvel para pagar em vinte anos, ou um salário mínimo no valor aí está ainda é sinal de que estamos longe, muito longe do progresso.
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