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Editorial

Publicado em 17 de Fevereiro de 2012, às 00h00min | Autor: Da Redação

A pressão dos policiais do PR por melhores salários

O indicativo de greve dos policiais civis, bem como toda mobilização dos policiais militares e bombeiros, além de funcionários do Instituto de Criminalística e das universidades

O indicativo de greve dos policiais civis, bem como toda esta mobilização dos policiais militares e bombeiros, além de funcionários do Instituto de Criminalística e das universidades estaduais, é mais uma entre tantas “heranças” deixadas pelos governos anteriores, para atual administração. O funcionalismo vem pleiteando valorizando e melhores salários há décadas, mas nunca foi reconhecida. Contentou-se, muitas vezes, com as “migalhas” oferecidas, reaquecendo a frustração profissional. Não é difícil entender porque tantas pessoas abandonam carreiras no estado para ir à iniciativa privada.
Essa “onda de greve” que toma corpo neste início deste ano, efetivamente cria aprensividade à população paranaense. É preocupante, principalmente porque uma dessas categorias – a de policiais civis – deixará de investigar crimes, cancelará as operações, sobretudo não cumprirá com outras obrigações. Em várias delegacias e cadeias do estado são investigadores que fazem a vigilância de presos. Quem vai fazer este serviço? O indicativo de greve, para sábado, foi decidido na noite de quinta-feira, pelo Sindicato das Classes dos Policiais Civis (Sinclapol).
Não há dúvidas que policiais civis, os policiais militares, os peritos criminais e os professores precisam ser bem remunerados. Aliás, o trabalhador brasileiro – salvo algumas raras exceções – ganha um salário muito baixo, encontrando dificuldades – e muitas – para honrar seus compromissos. Tem chefe de família que se obriga a cumprir jornada dupla de trabalho para manter a casa e proporcionar uma vida digna aos filhos.
Na última quarta-feira, o governo estadual fez uma proposta de aumento de 23,5% para o salário de ingresso dos policiais militares e 26% na remuneração inicial para policiais civis. Para peritos da criminalística, a variação proposta é de 8% a 15%, enquanto auxiliares de perícia terão aumento entre 28% e 31%. Beto Richa sustenta que seria impossível ir além desses índices para recompor o salário dos policiais. O bom senso tem que prevalecer. Em uma situação de greve, em especial envolvendo o funcionalismo público, os maiores prejuízos são da população.


 



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