
Comecemos por perguntas simples e diretas: Por que a atual direção do Palácio da Ronda, ao invés de pensar em novas obras não se esmera em concluir as começadas, e manter ou melhorar o que recebeu de governos anteriores? Por que o desaforo de prometer sem cumprir, de começar sem concluir, de enterrar dinheiro público brotando pouco em benefício da população? Onde a fiscalização da Câmara Municipal que aprova tudo isso, mas não cobra a fatura?
Há perto de seis anos, visitei um grande bosque, verdadeira mata nativa, na região central da cidade. Havia ali resquícios de portaria e comércio, de locais de lazer, restos de sanitários, sobras de trilhas em diversas direções. Caminhei por algumas, vi lugares lindos, vislumbrei águas marulhentas, lá em baixo, ao pé de barrancos íngremes. O abando dava pena, a insegurança, arrepios, mesmo no meio da tarde. Pobre Parque Marguerita Masini – abandonado parece pouco para dizer de seu estado. E está aqui bem no centro! O Parque Ambiental, aqui ao lado, aparece, em sites da prefeitura, com os espelhos d’água refletindo as nuvens, lampejos de vida no cimento e asfalto que o cobrem, porque árvores são poucas. Os “espelhos d’água” estão secos há tempo, e a estupidez governatícia quer preenchê-los com terra (!?) e, pior, planejam acabar com o pouco verde que há na superfície para “erigir” um monumento às quatro rodas, com um estacionamento no subsolo... O Balneário Rio Verde é ponto de grande convergência popular. Por que não melhorá-lo de fato, ampliando espaços e atrações?
O entorno do recinto de exposições deveria ser preservado para possíveis ampliações. Um parque lá seria óbice a esse crescimento. Ponta Grossa carece de arborização nas ruas. Grande parte das calçadas é estreita e ocupada por postes que nunca se viu tão grossos. Que tal árvores nas ruas onde isso for possível, e fazer das áreas de lazer existentes locais mais receptivos pela modernização, tornando-as mais decentes e aprazíveis? Mas é necessário caçar incessantemente os vândalos...
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