
Elementos não faltam para dizer que George Clooney é um dos “caras’’ da indústria do cinema hollywoodiano. Aos 51 anos, ele, além de ter sido indicado na categoria de roteiro adaptado pelo filme político “Tudo pelo Poder’’, ser rico e ainda aparecer sempre com belas mulheres em eventos ao redor do mundo, concorre como melhor ator por “Os Descendentes’’, que estreou na sexta-feira, será o segundo Oscar de sua carreira (ele levou o prêmio de ator coadjuvante por “Syriana - a Indústria do Petróleo’’, de 2005). Clooney aparece como favorito. Isso porque ele foi eleito o melhor ator pela associação dos críticos dos EUA e ainda ganhou o Globo de Ouro, prêmios que servem de termômetro para o Oscar. “Os Descendentes’’ ainda foi indicado em outras quatro categorias: filme, direção (Alexander Payne), roteiro adaptado e edição. No longa, o ator interpreta Matt King, pai ausente de duas garotas -uma criança e uma adolescente- que se vê obrigado a educá-las e a tomar uma difícil decisão depois que a mulher sofre um acidente e entra em coma. Nesse reencontro com a família e com ele mesmo, Matt toma conhecimento de fatos que vão dar uma nova guinada em sua vida pessoal e profissional no Havaí. O que poderia ser um típico longa melodramático, sob o comando de Payne (“Sideways - Entre Umas e Outras’’) se torna um filme com pitadas de humor negro. O cineasta, em “Os Descendentes’’, mostra que a realidade é dura, mas nem por isso temos que chorar o tempo todo.
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