
Em “A Música Segundo Tom Jobim”, o diretor Nelson Pereira dos Santos quis fugir do padrão “programa de televisão” que norteia a maior parte dos documentários musicais recentes do país. Fez um filme sem prosa. As palavras surgem em verso, nas canções. Versos de Vinicius de Moraes, Dolores Duran, Newton Teixeira, Chico Buarque e outros parceiros de Jobim -além do próprio, grande letrista, autor de, entre tantas, “Águas de Março”. Nelson optou por não colocar legendas indicando quem é quem à medida em que as personagens surgem. “A presença de qualquer legenda naquela tela pode cortar a relação do espectador com a imagem, com a música”, diz. “Não fizemos um filme para informar. Fizemos um filme para ser contemplado, como são os de ficção.” Em linhas gerais, resultou em um videoclipe de 86 minutos, montado a partir de interpretações de 43 artistas, nacionais e internacionais, para a obra do compositor.
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