Que o presente blog é destinado a resenhas de CDs, DVDs, revistas, e tudo mais que seja relacionado a rock and roll, em todas as suas vertentes, vocês já estão carecas de saber, entretanto, também devem estar pensando: “o que é que esse mané tá se metendo a escrever sobre novidades tecnológicas?”. Pois lhe explico, estimado leitor, que venho recebendo bastante material gravado utilizando-se dessa nova tecnologia e gostaria de partilhar com vocês sobre a mesma, que pra mim é uma grata novidade, que pode por fim (ou reduzir sobremaneira) a tão em voga pirataria. Então lá vai.
Após alguns anos de intensas pesquisas, aqui no Brasil, desenvolveu-se um conceito novo de reprodução musical, chamado Semi Metalic Disc (SMD), que com uma nova tecnologia, abordagem inovadora, criativa e rentável, reduziu o preço de comercialização de um Compact-Disc (CD) em quase 80%.
Com mudanças simples do padrão visual e garantia da qualidade da obra, aliadas a este método inovador de semi-metalização, o SMD visa disponibilizar a música a todos os cidadãos comuns por um preço justo. Sabemos que essas mudanças representam uma verdadeira revolução cultural. Tanto artistas independentes, como artistas de gravadoras e de selos fonográficos poderão ter seus discos prensados neste novo formato. O SMD preserva todos os direitos autorais. O SMD (Semi Metalic Disc) é uma mídia 100% brasileira, e vem sendo um grande aliado na luta contra a pirataria no Brasil.
Os custos de produção do SMD são mais baixos, com descontos progressivos, permitindo que novos talentos sem patrocínios tenham suas obras lançadas no mercado. A fabricação do SMD é em média 30% mais barata que a do CD. Os SMDs são confeccionados nas mesmas fábricas dos CDs e tocam em qualquer aparelho, embora sua técnica de reprodução seja diferente da utilizada atualmente nos CDs. As embalagens de acrílico foram substituídas por uma mais econômica e moderna. É inquebrável, em papel cartão especial, com fechamento que facilita o armazenamento e garante a integridade da mídia - A ficha técnica e demais créditos podem ser impressos na própria capa, encarte, na revista ou no rótulo do SMD.
A capacidade do SMD é de até 60 minutos de áudio (16/18 músicas). Os SMDs podem ser produzidos em diversas cores e formatos, o que possibilita a utilização do produto em campanhas publicitárias ou que visem um público específico. Aliado a tecnologia, o objetivo do SMD é assegurar um preço baixo ao consumidor final, o que inibe o interesse do pirata e garante um maior volume de vendas para o artista.
Em média, os SMDs são vendidos a R$ 5,00 e quando são encartados em revistas, por R$ 6,00, com tiragem mínima de 1.000 unidades, e isso já contando com uma margem de lucro de aproximadamente 20%, ou seja, praticamente o preço de um cd pirata. Portanto, vamos torcer pra que esse sistema seja aprovado no mercado e ainda pode ser melhorado e barateado, diminuindo ou até mesmo acabando com a pirataria.